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You And I

21
Dez20

You And I - Capítulo 76


JustAnOrdinaryGirl

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Primeiro todos ficaram calados, tal era o choque das palavras que tinham ouvido. Leo encarava o pai, que o encarava de volta, furioso por ele ter dito aquilo. Nick estava ao lado do namorado, pronto a intervir se fosse preciso. Alycia e Alex estavam mais atrás. Sabiam que, se se metessem, só iriam piorar as coisas. A professora também permanecia calada, mas atrás de Edward e Theresa. O pai de Leo continuava a segurar a mulher, mas ela acabou por se conseguir soltar. Olhou para o filho e depois para o marido. Por momentos sentiu uma tontura e, ao vê-la quase a cair, Isabella segurou-a e ajudou-a a sentar-se numa das cadeiras. Correu depois para uma máquina para tirar um copo de água, que depressa lhe entregou. Só quando acabou de beber a água, de uma só vez, é que conseguiu pronunciar algumas palavras.

- Edward, Leo... O que é que se está a passar aqui? - Theresa perguntou, passando o olhar de um para o outro - E não me digam que não é nada porque as vossas caras dizem o contrário... Aliás, as caras de todos vocês dizem o contrário - prosseguiu. Não estava disposta a desistir enquanto não ouvisse toda a verdade - Leo, o que queres dizer com isso dos avós? - perguntou, encarando o filho. 

- Mãe... - Leo tentou aproximar-se mas o pai meteu-se na frente dele

- Já chega, Leonard! - Edward disse, tentando demovê-lo. Leo olhou para a mãe, depois para o pai. Voltou a olhar para a mãe. Não se podia aproximar mas podia falar na mesma

- Foi o que ouviste! - Leo disse, fazendo a mãe emitir uma espécia de soluço, um som de choque - Os avós estão vivos... - voltou a dizer

- Mas... Isso é impossível... - Theresa perguntou - O acidente...

- Claro que é impossível, Theresa... - Edward continuava a tentar impedir Leo - O teu filho só está a dizer asneiras! 

- Se são asneiras, então deixa que termine a conversa, Edward! - Theresa pediu. Fez sinal a Leo para que continuasse

- Não houve acidente nenhum... - Leo recomeçou - Aliás, houve um acidente, mas os envolvidos fomos nós os dois... Os avós nunca tiveram um acidente... - revelou. Ia continuar, mas foram interrompidos pelo médico. 

- Bom dia a todos... - cumprimentou. Todos se reuniram à volta dele, deixando por momentos o assunto de que falavam - Sou o médico que está a acompanhar a Laura Collins... 

- Sou a mãe, Theresa Collins. - Theresa apressou-se a chegar à frente - Como é que está a minha filha? - perguntou, preocupada. Todos os olhares fixaram o médico

- A Laura está bem, podem ficar descansados. - ele disse, deixando que todos respirassem de alívio - Acordou pouco depois de cá chegar, um pouco confusa e preocupada com o irmão e com os amigos... - ele disse - Já fizemos vários exames, vários testes, e tudo aparenta estar bem. Não tem nada partido, apenas alguns ferimentos ligeiros devido à queda e à pancada do carro. Felizmente a velocidade não era excessiva quando lhe acertou... Não há sinais de traumatismos, o que é muito bom... Vai ficar em observação esta noite e amanhã faremos mais alguns exames. Mas tudo indica que poderá receber alta amanhã. - disse finalmente

- Muito obrigada, doutor! - Theresa agradeceu - E podemos vê-la? 

- Por enquanto poderá apenas entrar uma pessoa e tem de ser uma visita rápida... - o médico aconselhou

- Tenho de voltar para o trabalho, por isso talvez possa ser eu a entrar... - Edward sugeriu

- Não, nem penses! - Theresa disse - A tua filha estava fula contigo, ver-te agora só a vai deixar nervosa e ela não precisa disso neste momento. Além disso, quero conversar com ela e calculo que seja o único momento onde vamos ter privacidade... - ela explicou

- Espero que não lhe vais falar das maluquices do Leonard, Theresa! - Edward disse, quase como se fosse uma ordem - Como disseste, ela não se pode enervar - acrescentou. Theresa nem lhe respondeu, limitou-se a seguir atrás do médico em direção ao quarto da filha. 

***** ***** ***** ***** *****

- Espero que estejas contente! - Edward disse a Leo assim que Theresa se afastou o suficiente para não os conseguir ouvir - Sabes que este assunto deixa a tua mãe de rastos!

- De rastos vai ela ficar quando perceber que viveu uma mentira durante quase dezoito anos! - Leo disse - Escusa de continuar a fingir! Nós sabemos a verdade toda e temos provas do que estamos a dizer... 

- E que provas são essas? - Edward perguntou. Duvidava dessas supostas provas

- Não está à espera que lhas mostre, pois não? - perguntou - Sei perfeitamente que seria capaz de destruir as provas só para não se descobrir tudo o que andou a fazer! - ele acusou - As coisas não estão nada famosas para os seus lados, pai!

- Não me chames de pai! - Edward gritou - Um filho nunca faria isto a um pai... Primeiro, viras maricas e depois acusas-me diante de estranhos... És uma vergonha! - acusou

- E um pai faz de tudo para ver os seus filhos bem! - Leo acusou de volta - Tal como um marido faz de tudo para ver a mulher feliz

- Foi exatamente isso que eu tentei fazer! - Edward defendeu-se

- Escondendo-lhe a família? Como é que isso faz alguém feliz? - Leo nem esperou pela resposta - Qualquer que tenha sido o motivo, só o fez por si e pela sua reputação. É assim que as pessoas como o pai agem... A imagem em primeiro lugar... - disse, encolhendo os ombros, já nem se sentindo desiludido. Já estava habituado e era isso que lhe custava. 

- Não sabes o que dizes... - Edward disse, abandando a cabeça

- Porque o pai nunca fez questão de nos explicar para que pudessemos entender o que quer que fosse - Leo defendeu-se - Mas mesmo assim, nada justifica fingir a morte de alguém e obrigar alguém a viver com a ideia de que não tem família durante anos! - acrescentou. Fosse qual fosse a desculpa que Edward pensava dar, nada justificava aquela mentira. 

- Seja como for, acho bem que fales com a tua mãe e lhe digas que isto não passa de uma brincadeira de mau gosto, Leonard! - Edward avisou - Para teu próprio bem! - disse em tom ameaçador 

- Não vou fazer nada disso! - Leo negou, deixando o pai ainda mais furioso - Além disso, a Laura sabe a verdade toda. Quem lhe diz assim que elas não estão a falar sobre isso neste exato momento? - perguntou - Custa não conseguir controlar as coisas, não custa? A minha mãe vai saber a verdade... Seja por mim, pela Laura, por um dos nossos amigos... Mas ela vai saber tudo o que o pai fez ao longo destes anos. Aí sim ela vai perceber com que tipo de pessoa está casada, com um... - Edward voltou a levantar a mão para bater em Leo, que desta vez não tinha Theresa em sua defesa. Mas tinha Nick, que depressa se meteu entre os dois

- Não se atreva! - Nick disse

- Ui, que medo que eu tenho! - Edward disse em tom de gozo - E tu pensas o quê? Que eu tenho medo de ti, de um mariquinhas? Ou vais chamar a tua amiguinha preta ou o cigano? - continuou, usando sempre um tom de superioridade - Que cambada de...

- É melhor que pare por aí! - Isabella meteu-se - Estes alunos estão à minha responsabilidade e não lhe admito que os humilhe ou que exerça esse tipo de violência verbal sobre eles! - avisou

- Com um diretor tão decente, como é que vão admitir professores que colaboram com esta gentinha? - perguntou, apontando para o filho e para os amigos - Que tipo de valores é que pretendem passar aos alunos quando permitem este tipo de situações? - quis saber

- Humildade, tolerância, respeito, honestidade, coragem... - Isabella enumerou, sempre firme - Nem todos os alunos têm oportunidade de os adquirir em casa, obviamente... - acrescentou, fazendo o grupo reprimir uma pequena gargalhada conjunta - É para isso que lá estamos, sabe? Educamos todos, mas principalmente aqueles que não têm certo tipo de educação em casa... E digo-lhe já que tem à sua frente um grupo muito educado, todos eles cheios de valores. No que toca ao Leo e à Laura, tenho a certeza de que a Dona Theresa fez um trabalho excelente, já que de resto... - continuou, sempre a provocar. 

- Não lhe admito que se dirija a mim nesse tom ou que faça esse tipo de insinuações! - Edward disse 

- E eu já lhe disse que não admito que maltrate os meus alunos! - Isabella manteve-se convicta, nunca mostrando qualquer tipo de receio - Caso contrário, acredite que lhe posso trazer muitos problemas... E não me interessa que seja encarregado de educação, financiador da escola, advogado, o que quer que seja! - avisou antes que ele se pusesse com ameaças

- E vai acusar-me com base em quê? Será a sua palavra contra a minha, senhora professora! - Edward disse com ironia

- Engana-se! Estamos num corredor de hospital onde há várias câmeras de vigilância... Além do meu telemóvel, com que posso gravar som e imagem. Não será apenas a minha palavra contra a sua, será muito mais! - alertou, deixando-o sem palavras por momentos

- Isto não fica assim! - Edward apenas disse. Depois, virou costas. Também já não havia grande coisa que ali pudesse fazer. 

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Boa noite, como estão? Aqui está mais um capítulo e eu espero que gostem! E esta resposta da Isabella, estavam à espera? Deixem as vossas opiniões e obrigada a quem acompanha! Fiquem bem e até ao próximo capítulo :)

p.s. no gif é a "Isabella"

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