Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

You And I

09
Mai15

"Unconditionally" - Capítulo 8


JustAnOrdinaryGirl

Ryan: Tu tens noção de que aquilo que me estás a dizer é um autêntico disparate, certo?

Sarah: Não é um disparate, Ryan!

Ryan: Isso não pode ser verdade, Sarah! Eu sei quem são os meus pais, vivo com eles desde que me lembro de existir. Tu por outro lado foste abandonada quando ainda eras uma criança, viveste numa instituição sem nunca teres contacto com os teus pais. Tu própria nos contaste isso, Sarah! Como é que de repente somos irmãos?

Sarah: É verdade que eu fui abandonada, e também é verdade que enquanto estive naquela instituição eu não sabia quem eram os meus pais. Mas as coisas mudaram quando fui expulsa de lá! Pouco tempo depois de ter saído de lá, quando vivia naquela pensão, recebi uma carta. Uma carta com uma mensagem, uma chave, os papéis da escritura da casa e um conjunto de fotografias.

Ryan: E… ?

Sarah: Era uma carta de uma tia minha, a irmã da minha mãe! Na carta ela dizia que soube que eu tinha sido expulsa da instituição porque foi lá à minha procura. Ela andou 16 anos à minha procura e quando finalmente chegou à instituição onde eu estava, eu tinha acabado de ser expulsa. Mas disseram-lhe que eu tinha ido para aquela pensão e ela deixou lá as coisas. Na carta dizia ainda que os meus pais me tinham abandonado porque a minha mãe entrou numa depressão pós parto e porque ter uma menina não era de todo o sonho do meu pai. Eles puseram-me naquela instituição e disseram à família que eu tinha adoecido e que tinha morrido. A minha tia descobriu a verdade e passou-se, nunca mais falou à minha mãe. Ela preferia ter ficado comigo do que eu ter de ir para uma instituição. Quando a minha tia voltou para falar com os meus pais eles já tinham um rapaz e estavam felizes da vida. Mas o miúdo já tinha dois anos, tal como eu. Portanto a minha tia nunca soube se ela era filho verdadeiro ou se tinha sido adotado pelos meus pais.

Ryan: E onde é que a parte de sermos irmão entra no meio disso tudo?

Sarah: Entra na parte da foto, Ryan! A foto que estava na carta era antiga, portanto já havia algumas modificações nas pessoas. Era um homem e uma mulher, com uma bebé. A única foto que eles tiraram comigo, ainda no hospital. A bebé tenho a certeza que sou eu, porque comparei com as que tenho que me tiraram na instituição. Quanto às pessoas, fui à polícia e pedi que eles fizessem um reconhecimento facial. Claro que tive de lhes dizer que andava à procura dos meus pais para eles me ajudarem. Eles lá fizeram o que tinham a fazer e indicaram-me o nome e a morada deles, e também me entregaram uma foto mais atualizada. E foi quando vi a foto atual que me apercebi que conhecia aquelas pessoas e não há muito tempo. Quando me dirigi até àquela morada tive a certeza. As pessoas que estão comigo na foto, os meus pais, são as mesmas pessoas que vivem contigo, os teus pais!

Ryan: Então, eu conheci-te três meses depois de teres sido expulsa, ou seja, quando começaram as aulas. Na primeira vez que foste a minha casa já sabias dessa história?

Sarah: Não! Eu fui a tua casa nas férias do natal, foi aí que vi os teus pais pela primeira vez. Só dois meses depois, em Fevereiro, é que recebi aquela carta e mudei de casa. Só depois de uns dias é que fui à polícia e reconheceram os meus pais. Eu soube que eram os teus pais que estavam na foto comigo em Abril, ou seja, há um mês!

Ryan: Porque é que nunca me contaste, Sarah? Não achaste que eu tinha o direito de saber a verdade? Se eu soubesse nunca te teria beijado!

Sarah: Eu ainda não te tinha contado nada porque primeiro quero ter a certeza de tudo!

Ryan: Como assim?

Sarah: Como te disse, na carta, a minha tia diz que se afastou e que quando voltou os meus pais tinham outro filho, exatamente com a minha idade. A minha tia nunca soube da gravidez da minha. Aliás, pelos vistos ninguém soube. E se ela ficou com uma depressão, como é que tinha um filho exatamente da minha idade?

Ryan: É por isso que achas que sou adotado?

Sarah: Há essa hipótese, sim! Mas antes de te contar queria ter a certeza. Até porque se descobrisse que eras adotado não iria saber como te contar. Sei que agi mal, mas desculpa! Só não te quis magoar, nem preocupar antes de ter alguma coisa mais concreta para te contar!

Ryan: Tinhas muita coisa para me contar, Sarah, nem que fosse o facto de seres filha dos meus pais!

Sarah: Entendo que fiques chateado e se quiseres eu não vou tentar descobrir mais nada. Afinal, descobri quem são os meus pais e isso chega-me!

Ryan: Não estou chateado. E quero que continues a procurar. Eu vou ajudar-te! Quero saber a verdade, tenho esse direito. Mas e tu, estás chateada comigo?

Sarah: Porque haveria de estar? Por causa do beijo? Tu não sabias de nada…

Ryan: Não é por isso! Por eu ter roubado o teu lugar na vida dos teus pais?

Sarah: Claro que não, Ryan! Não tiveste culpa de nada, quer sejas meu irmão biológico ou não.

Ryan: Eu vou ajudar-te a descobrir a verdade! Obrigada por me teres contado, eu estava com intenções de te beijar mais umas quantas vezes..

Sarah: Pois…

Ryan: Mas quanto a isso, achas melhor esquecer? Quer dizer, há a possibilidade de sermos irmãos e isso é estranho. Mesmo que sejamos irmãos adotivos. Não achas?

Sarah: Podes querer que sim! A não ser que estejas apaixonado por mim, aí as coisas são mais complicadas!

Ryan: Apaixonado por ti?

Sarah: Tu é que disseste que estavas com intenções de me beijar mais umas vezes!

Ryan: Mas uns beijos não querem dizer nada, querida! Não sejas convencida!

Sarah (dá-lhe um encontrão): Sempre tão parvo!

Ryan (dá-lhe um encontrão): Mas tu gostas de mim assim… maninha!

Sarah: Achas mesmo que vamos funcionar como irmãos, depois de tudo o que aconteceu?

Ryan: Sim! E sabes porquê? Porque somos amigos, estamos cá um para o outro e, apesar de tudo, sermos irmãos é ainda melhor. Se calhar, íamos ter uma curte, uma coisa passageira e depois? Ia cada um para seu lado e o mais certo era nem falarmos mais. Assim, como irmãos, sei que vamos estar sempre juntos! Mas bom, pelo menos sei que a minha irmã beija bem!

Sarah: Boa! Podia ter ganho só um irmão! Mas em vez disso ganhei um irmão parvalhão!

 

Ryan deu uma gargalhada e logo depois olhou para Sarah. Puxou-a para si, envolvendo a rapariga num abraço apertado e reconfortante. Deu-lhe um leve beijo na cabeça e estendeu o abraço por mais alguns segundos. Depois disso, separaram-se e decidiram que iam jantar ali em casa. Afinal, tinham muita coisa para falar.

 

....................

E então, gostaram? Este capítulo serviu para contar um pouco da história da Sarah. Veremos como vai ser daqui para a frente. Deixem as vossas opiniões, para eu saber se estão a gostar! Tenho recebido menos comentários do que aqueles que recebia antes, quando postava "Our Love". (tenho novidades sobre essa fic, mas conto depois). Espero que estejam a gostar desta :) Fiquem bem e até ao próximo capítulo!

2 comentários

Comentar post