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You And I

04
Fev18

"Amnesia" - Capítulo 36


JustAnOrdinaryGirl

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Sabia bem estar novamente ali. April entrou em casa atrás de Clark. Já tinham ido buscar as coisas dela à pensão e pago a conta e agora estavam finalmente de regresso ao apartamento. April entrou e seguiu o médico até à sala. A rapariga olhou em volta, reparando nos pormenores tal como se lembrava deles. Pousou a sua mochila e virou-se para ele. Ele estava a olhá-la com um sorriso, claramente feliz por ela estar ali. April ia aproximar-se quando ouviu um barulho vindo da cozinha.

- Tens visitas? – Perguntou, tentando espreitar para a outra divisão

- Os meus pais estão cá – Clark informou

- Os teus pais? – April ficou ligeiramente nervosa.

- Sim, eles vieram para cá quando eu estive no hospital – O médico explicou – Mas não te preocupes, eles sabem o que se passou – acrescentou – Incluindo a parte que te envolve, que nos envolve

- Sabem… - April não perguntou, afirmou, agora sim nervosa. Não lhe tinha passado pela cabeça conhecer os pais dele tão cedo – Tens a certeza que não vim em mau dia? Eu podia ter esperado e… - foi interrompida quando ele eliminou a distância entre os dois e a puxou para os seus braços

- É um ótimo dia, April – Clark disse, a sorrir – O teu lugar é aqui comigo! – disse com um brilho no olhar – Isto se tu quiseres que seja – acrescentou

- É claro que quero! Eu gosto mesmo de ti, Clark mas

- Eu também gosto mesmo de ti, April – Ele disse – Se é isto que queremos os dois então não tem de haver um “mas” – disse – E não tens de te preocupar com os meus pais. É apenas um jantar, nada de muito formal. Eles vão gostar de ti e tu deles – acrescentou, fazendo-a acenar. Aproximou-se para a beijar.

- Interrompemos alguma coisa? – A mãe de Clark interrompeu-os ao entrar na sala, seguida do marido

- Não interrompem nada, mãe – Clark disse, permanecendo ao lado de April – Na verdade já estávamos para ir ter com vocês – disse apesar de não ser totalmente verdade – E aproveito já para vos apresentar a April – Olhou para a rapariga, que tinha as bochechas rosadas e viu-a sorrir timidamente

- Boa noite – foram as palavras que conseguiu dizer. Continuava um pouco constrangida

- Olá querida – A mãe dele chegou-se à frente, um sorriso acolhedor no rosto – Sou a Vivianne e este é o meu marido, o Jordan – apresentou

- É um prazer conhecer-te, April – Jordan também se aproximou – Já tínhamos ouvido falar de ti – acrescentou e April olhou para Clark que lhe sorriu

- Preparei o jantar para todos, espero que estejam com fome – Vivianne disse, indicando que seguissem para a cozinha, onde já estava a mesa posta. April sentou-se ao lado de Clark e, apesar de continuar nervosa, já começava a sentir-se mais confortável. Sentaram-se à mesa, April ao lado de Clark. Os pais do médico ficaram de frente para eles. – Então, e como correu o julgamento? Tudo ficou resolvido, espero – Vivianne disse, tocando assim no assunto em que todos estavam a pensar

- Ficou mais ou menos resolvido – Clark respondeu – Conseguiram apanhar o culpado do acidente onde a April esteve envolvida mas não o assassino do Robert – explicou aos pais

- Mesmo assim deve ter sido um alívio para si, April – Vivianne disse à rapariga

- Sim, apesar de tudo – April apenas disse

- Era uma pessoa vossa conhecida? – Jordan perguntou

- E se mudássemos de assunto? – Clark sugeriu

- Não é preciso – April disse, sorrindo-lhe – Sim, eu conhecia-o. O culpado do acidente era o pai do Robert – contou – Ele fê-lo para vingar a morte do filho. Ele podia ter simplesmente feito queixa contra o assassino, ter resolvido as coisas de outra forma, mas ele preferiu assim, infelizmente

- É interessante como a April se mostra contra o que ele fez mesmo tendo esses rapazes matado o seu namorado – Vivianne comentou com compaixão no olhar

- Ele devia ter feito as coisas de maneira diferente – April disse – A vingança dele só serviu para piorar as coisas. Ele estragou a vida dele, matou duas pessoas e ainda arrastou a filha com ele – acrescentou – Além disso, o Thomas e o Matheus não foram os verdadeiros assassinos, apesar de terem culpa no que aconteceu – expôs o seu ponto de vista

- E April teve muita sorte – Jordan disse – Podia ter acabado muito pior, apesar da amnésia, claro – acrescentou

- Mas felizmente essa parte já passou – Clark disse, sorrindo – A April recuperou a memória – explicou perante a confusão dos pais – Foi isso que permitiu apanhar o verdadeiro culpado – disse

- Fico muito contente por si, April – Vivianne mostrou um largo sorriso – Deve ser horrível não sabermos quem somos, não conhecermos a nossa história, as pessoas que amamos – disse

- Houve uma altura em que eu gostava de ter esquecido tudo – April disse, triste – Eu não tinha família além do Robert e da Daisy… e até mesmo o Julian e depois perdi o Robert, a Daisy teve de sair daqui e eu sabia o que o Julian tinha feito – A rapariga contou – Naquele momento eu só queria acordar um dia e não me lembrar de nada, queria poder ser outra pessoa, alguém com a oportunidade de ser feliz – lembrou dias passados

- Há sempre alguma coisa que valha a pena ser recordada, minha querida – Vivianne disse – Nem que sejam memórias antigas, algum pormenor que nos faça sorrir. Mas compreendo o seu ponto de vista. No entanto agora acredito que terá uma oportunidade de ser feliz e de criar bons momentos. – Sorriu e olhou para o filho.

- Assim espero – April concordou e também ela olhou para Clark, prendendo-lhe o olhar por uns segundos

- E quanto a essa filha do homem que provocou o acidente, ela também esteve envolvida? É que pode ser perigoso ela andar por aí – Jordan quis esclarecer esse pormenor

- Ela não será um problema, pai – Clark tentou descansá-lo

- Como é que podes ter tanta certeza? A April sabe quem ela é? – Jordan insistiu

- Na verdade, todos nós sabemos quem ela é! – Clark disse, deixando os pais confusos – É a Mia – esclareceu e a mãe quase se engasgou com a água que tinha na boca.

- A Mia? A médica que também foi tua namorada? – Jordan perguntou vendo depois Clark e April a assentirem ao mesmo tempo – Mas como é que é possível? Ela fez alguma coisa ou foi só o pai dela? – Perguntou, confuso e curioso ao mesmo tempo. Perante tantas perguntas, April e Clark decidiram contar aos pais do médico tudo o que tinha acontecido naquela tarde no julgamento. Depois de todas as perguntas estarem respondidas, o jantar foi acompanhado de outras conversas, assuntos mais simples. Os pais de Clark aproveitaram, obviamente, para contarem a April algumas coisas sobre o rapaz, em especial sobre a infância. Apesar de algum embaraço por parte de Clark, April ficou deliciada com aquelas histórias e, ao mesmo tempo, sentiu pena de não ter assim tantos momentos para recordar. No final do jantar, e depois de April ter ajudado Vivianne a arrumar a cozinha enquanto Jordan e Clark assistiam a um jogo de futebol na TV.

- Acho que vou tomar um banho antes de dormir – April anunciou quando se juntou aos homens na sala

- Faz isso – Clark disse, deixando de prestar atenção à televisão e olhando-a – Sabes onde fica tudo, certo? – Perguntou

- Sim, eu lembro-me – April sorriu

- Esta noite eu e o teu pai podemos dormir aqui na sala, querido – Vivianne sugeriu – Assim podes voltar ao teu quarto e a April fica mais à vontade – acrescentou

- Não há necessidade disso, mãe, podem ficar no meu quarto – Clark contrariou e viu três pares de olhos recair sobre si – Eu durmo eu na sala – disse apressadamente. Olhou de soslaio para April e viu que ela reprimia uma gargalhada perante o embraço dele. A rapariga abandonou aquela divisão, deixando pais e filho a conversar. Pegou na sua mochila e tirou de lá um pijama e os seus produtos de higiene. A meia hora seguinte foi passada na casa de banho. Tomou um banho relaxante e deixou-se ficar simplesmente a relaxar, tentando afastar todos os pensamentos, principalmente os tristes e negativos. Quando terminou sentia-se muito melhor, pronta para receber novos dias, novas memórias e momentos.

Quando regressou à sala, Vivianne e Jordan já lá não estavam. Clark estava a preparar o sofá para se deitar.

- Vais mesmo ficar a dormir aqui? – Perguntou, fazendo o médico sobressaltar-se – Desculpa, não te queria assustar

- Estava distraído – apenas disse – E sim, eu não me importo de ficar aqui esta noite – acrescentou, voltando ao que estava a fazer – A não ser que tenhas alguma proposta para me fazer… - provocou quando a rapariga não lhe respondeu

- A cama é grande e o sofá é desconfortável – ela disse em tom provocatório

- Estou a ver – ele disse e aproximou-se – Tens a certeza? – Perguntou, agarrando-a pela cintura e puxando-a para si. Em resposta, ela pôs as mãos em volta do pescoço dele e, em bicos de pés, beijou-o apaixonadamente.

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Boa tarde! Aqui está mais um capítulo de Amnesia! Este é um capítulo mais calmo, mais familiar. Achei que, no meio de tanto drama, um capítulo assim seria bem-vindo. Mas não se preocupem, no próximo capítulo regressa o drama! Em relação ao final desta história, até gostava de vos dizer quando acaba, mas nem eu sei. A verdade é que, devido às coisas que mudei da ideia inicial que tinha , ainda não está o fim totalmente definido. Portanto, tudo vai depender disso. Apesar de já não faltar assim tanto. Mesmo assim espero contar com vocês por aqui. Esta história é a maior que escrevi até hoje e estou a gostar imenso da experiência (tirando Our Love por causa da 2ªtemporada). Enfim, espero que tenham gostado deste capítulo mais soft :) Deixem as vossas opiniões sobre este e sobre o que acham que será o drama do próximo capítulo. Alguma ideia? Fiquem bem e até ao próximo capítulo! 

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