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You And I

30
Dez17

"Amnesia" - Capítulo 33


JustAnOrdinaryGirl

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- Julian tem alguma coisa a dizer em sua defesa ou concorda com a versão da April? – Lydia foi a primeira a falar depois de April evitando assim que se formasse uma discussão - Julian? – A inspetora olhava para ele, à espera de alguma palavra, uma confissão, uma negação, qualquer coisa. Julian estava branco como a cal e continuava parado. De repente encarou a inspetora e depois passou os olhos pelos presentes.

- A April disse a verdade, fui eu quem provocou aquele acidente – Ele confessou e houve uma certa surpresa na sala – E pode parecer macabro dizer isto, mas voltava a fazer o mesmo – acrescentou, olhando para April

- O Julian matou duas pessoas e por pouco não foram três – Lydia relembrou-o – Não sente remorsos?

- Como eu disse, eles mataram o meu filho – Julian repetiu – Portanto sim, eu voltaria a fazer o mesmo

- E a April? – Foi John quem fez esta pergunta para espanto de todos – Matavas uma miúda inocente? Que só por acaso era namorada do teu filho, tua empregada e que tinha em ti uma pessoa de confiança? – Acrescentou

- A April não era para estar lá – Julian disse – Mas os imprevistos acontecem. E além disso… - calou-se antes de terminar a frase

- Além disso? – Lydia queria saber o que ele tinha mais a dizer – Por favor, Julian, neste momento não podemos deixar frases a meio.

- A April não era nenhuma inocente – declarou, deixando a rapariga de queixo caído e a olhar para ele – É verdade! Tu nunca foste uma boa influência para o Robert e sabes disso. Sempre foste uma rebelde, uma pessoa sem regras. Se não fosses tu e a Daisy o John e os amigos nunca tinham entrado na vida do Robert – falou sem rodeios fazendo a jovem encolher-se com aquelas palavras

- Não fazia ideia que era isso que pensavas de mim, Julian – April apenas disse – Tenho realmente pena – acrescentou, triste

- Julian, tem noção de que as coisas não vão ser nada fáceis para si, não tem? – Lydia perguntou – Apesar de o ter feito para vingar a morte do seu filho, o que fez não deixa de ser crime – A inspetora acrescentou. Por muito que percebesse as razões do homem, nem tudo era assim tão simples – Antes de mais, se sabia quem tinha sido, deveria ter entregado o caso às autoridades. Dessa forma nós poderíamos ter encontrado as provas suficientes. – Explicou – O Julian matou duas pessoas e deixou uma terceira em estado bastante grave. E além disso, tem noção de que poderia ter estragado a vida a uma inocente? A April poderia acabar por ser acusada de homicídio, podia ter sido presa, caso não tivesse recuperado a memória. Até hoje ela era a única pessoa a ter sido vista no local onde se encontrava o carro – Lydia continuou, apresentando todos os factos

- Não percebeu já que ele não quer saber nada disso, inspetora? – John voltou a falar – Este tipo matou duas pessoas e ia matando uma terceira e diz que voltava a fazer o mesmo – continuou, olhando para Julian com repulsa – Tu mataste os meus dois amigos e vais pagar bem caro por isso – avisou

- Foi mais do que merecido – Julian apenas disse, olhando nos olhos de John – E tu devias acabar da mesma maneira – atirou e John cerrou os punhos com toda a sua força

- Eles não fizeram nada – o rapaz disse, furioso e fazendo um grande esforço para se controlar

- Foste tu, não foi? – Julian provocou

- Não tens provas nenhumas contra mim nem tinhas provas nenhumas contra eles! – John falou mais alto. Os ânimos estavam a aquecer

- Meus senhores, agradeço que mantenham a calma – Lydia interveio – Neste momento interessa-nos acabar de resolver este assunto – acrescentou

- Não está mais que resolvido? Este tipo matou duas pessoas e merece pagar por isso – John disse, voltando a olhar para Julian

- Tal como tu! – Julian falou e tinha um sorriso de provocação no rosto – Vamos acabar os dois no mesmo sítio e ainda vais pagar bem caro pelo que fizeste ao Robert! Nem que seja a última coisa que eu faço – ameaçou

- Chega Julian! – Lydia gritou, fazendo todos os olhares recaírem sobre ela - O Julian neste momento não tem nada a seu favor. Matou duas pessoas, deixou uma pessoa em estado grave, confessou, não mostra arrependimento e ainda faz ameaças. Se fosse eu a si ficava-me por aqui – aconselhou - Agora, vamos prosseguir – informou – A April disse que, quando o viu naquela tarde, o Julian estava ao telefone com alguém e que pronunciou as palavras, e passo a citar, chama vingança, chama justiça, chama o que quiseres. Tem de ser assim, ele tem de pagar e este é o preço. A morte é o preço.Lydia relembrouJá vimos aqui hoje que, na noite do acidente, a Sra. Miller recebeu uma chamada. Apesar de, na sua lista ed chamadas, aparecer o nome do e o contacto do Julian, nenhuma dessas chamadas foi feita nesse dia ou nessa tarde. Portanto, podemos dizer que temos mais uma pessoa ilibada deste caso. Também confirmamos que o Sr. Miller não recebeu qualquer chamada do Sr. Julian, o que o afasta deste caso. Mas o Julian efetuou de facto uma chamada. A duração é curta, mas verificámos que foi a única chamada feita nessa tarde. No entanto era um número recorrente – Lydia prosseguiu, expondo os dados que tinha recolhido – Confirma que fez uma chamada enquanto se preparava para sabotar o carro? – Perguntou mesmo sabendo a resposta

- Já sabe que sim – o homem apenas disse

- E quer dizer-nos quem é esta pessoa? Já localizámos o contacto mas eu gostaria de ouvir uma explicação da sua parte – pediu

- Ela não fez nada. Foi apenas uma chamada telefónica, deixem-na de fora disto, por favor – Julian quase suplicou mas deu para perceber que era uma “ela”

- Sr. Julian, nós sabemos quem é – Lydia disse – Mas ninguém disse que esta pessoa vai ser acusada. No entanto, ela pode ser considerada sua cúmplice. Quer contar-nos o resto da história?

- Além do Robert eu tenho outra filha. É mais velha do que ele, não muito. Filha de uma relação do secundário. Foi um acidente, aconteceu. – Julian contou, deixando para trás muitos pormenores

- Muito bem – Lydia esperou mas, como ele não disse mais nada, foi ela quem prosseguiu – E essa filha sabia da existência do Robert? Estava presente na vida da sua filha?

- Sim, eu fui estando presente ao longo dos anos. Ao contrário do que aconteceu com o Robert, ela sempre soube. Apesar de ter vivido sempre com a mãe – Contou – E sim, ela sabia da existência do Robert, mas soube pouco tempo antes de ele morrer. Nunca o chegou a conhecer pessoalmente, infelizmente, só o viu numa fotografia – contou o resto da história.

- Vamos a ver e até ao fim desta conversa ainda lhe descobrimos mais meia dúzia de filhos – John atirou estas palavras sem qualquer problema

- Sr. Stewart, por favor – Lydia interrompeu antes que começassem novamente uma discussão – Sr. Julian, faça favor de continuar. Qual é a relação da sua filha neste acidente

- Ela não tem nada a ver com o assunto – Julian disse – Se alguém tem de pagar por isso sou eu, não ela – acrescentou com súplica no olhar – A mi… Ouça, ela tem uma vida pela frente, uma carreira que promete. Ela tem apenas 27 anos, não precisa de passar por isto

- A sua filha sabia ou não do que o Julian ia fazer? – Lydia insistiu – Julian, nós vamos ter de a interrogar de qualquer das maneiras mas é importante que nos conte toda a verdade – explicou

- Ela não sabia de nada… - acabou por dizer

- No entanto ligou-lhe e disse-lhe aquelas palavras – Lydia constatou – E hoje, quando a April voltou a ouvir essas palavras, estava ou não a falar novamente com a sua filha?

- Tenho a certeza de que já têm esse dado – Julian disse ao invés de responder

- Julian, a sua filha sabia ou não dos seus planos? Tentou pelo menos impedi-lo?

- Ela não concordava… - Julian disse, nunca confessando se a filha tinha ou não que ver com o assunto

- Julian, depois do acidente, depois de saberem que o Matheus e o Thomas tinham morrido e que a April estava em estado grave, desistiu dessa sua vingança ou tentou mais alguma coisa? Continuava a querer vingar-se? Pediu à sua filha que fizesse alguma coisa contra o John ou mesmo contra a April? – Lydia fez todas as perguntas e ficou a aguardar resposta

- Desculpe a intromissão inspetora, mas… - Clark foi quem falou – Há uma coisa que não percebi bem. O Julian disse que a filha dele apenas conheceu o Robert através de uma fotografia. Como é que ela poderia saber quem é o John e a April? Também através de fotografias? – Perguntou

- Essa era uma das justificações que eu esperava que o Julian nos desse, Dr. Clark – Lydia disse – Julian, quer explicar o motivo das minhas perguntas? O por quê de a sua filha saber quem são o John e a April? – Questionou – Quer o Julian queira, quer não, a sua filha vai ser apresentada a um juiz e vai ter de depor. Neste momento ela está a ser encarada como cúmplice de um crime. – Lydia esperou mas o homem continuava calado – Julian?

- Só volto a falar na presença do meu advogado – Foram as últimas palavras pronunciadas por ele

- Muito bem, se é assim que prefere, está no seu direito – Lydia acabou por concordar – Tenho apenas a dizer-lhe que o Julian está preso por homicídio do Thomas e do Matheus e por tentativa de homicídio por negligência da April Evans. Daqui vai ser levado para um estabelecimento prisional onde aguardará pelo julgamento. Tudo o que disser deve e vai ser usado em tribunal. – Informou – Em relação à sua filha, será considerada cúmplice dos seus crimes e terá direito a um advogado e será também interrogada. – Concluiu – E Dr. Clark, antes de responder à sua dúvida, importa-se de me dizer o que sabe sobre a Dra. Jones? Ela também acompanhou a April, certo?

- Já a conheço há algum tempo. Ela entrou na faculdade quando eu estava quase a sair mas sempre fomos bons amigos e temos a sorte de trabalhar juntos – contou, um pouco confuso com a pergunta – E sim, é verdade que ela foi uma das médicas que acompanhou a April. Foi uma das cirurgiãs. E depois foi acompanhando o caso, apesar de eu ter sido o médico responsável pela April – acrescentou

- Pois, notou-se – John voltou a falar, tentando provocar April e Clark

- Sr. Stewart! – Lydia lançou-lhe um olhar de aviso – Enfim, Dr. Clark, conhece a família da Dra. Jones?

- Sim, conheço a mãe dela mas… - Clark parou por uns segundos, juntado as peças – Inspetora, qual é o motivo destas perguntas? Está a querer dizer que… - Olhou para Julian e depois novamente para a inspetora

- Sim, Dr. Clark… - Não foram precisas mais palavras mas mesmo assim Lydia quis dizer tudo – A Dra. Mia Jones é a filha do Julian. Julian Jones! – disse e mais uma vez a sala ficou em silêncio. Agora foi a vez de April apertar a mão de Clark e de o sentir tenso, a cerrar os punhos.

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Boa tarde! E aqui fica mais um capítulo e mais uma revelação! Estavam à espera de que isto fosse acontecer? Para ser sincera, eu não estava. No início este não era um dos planos que eu tinha mas depois enquanto escrevia tive esta ideia e achei que fizesse sentido. A Mia já não aparece há alguns capítulos e agora isto! Espero que tenham gostado! Deixem as vossas opiniões aqui nos comentários. No próximo capítulo a Mia está de volta, ela também merece um tempo de antena para falar do seu ponto de vista. Espero mesmo que tenham gostado desta revelação! Fiquem bem e até ao próximo capítulo :)

 

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