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You And I

25
Nov17

"Amnesia" - Capítulo 30


JustAnOrdinaryGirl

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- Sr. Stewart… - Lydia cumprimentou assim que John entrou na sala

- Inspetora… - Ele retribuiu mostrando claramente que não estava contente por ter de estar ali – Pensei que me tinha feito todas as perguntas quando foi ter comigo – atirou

- Há algumas coisas que gostava de confirmar – Lydia informou – Sabe que ao longo de uma investigação vão surgindo novos dados – acrescentou, esperando pela reação dele

- E que dados são esses? – John questionou

- Aqui sou eu quem faz as questões, Sr. Stewart - Lydia disse

- Diga lá então – O rapaz estava sentado, mantendo sempre um olhar de desafio

- São realmente poucas questões, mas serão fundamentais – Lydia frisou bem este aspeto – No dia em que falámos, o John disse-me que na noite em que o Robert foi assassinado esteve a trabalhar – começou e viu-o acenar a cabeça – Esteve a trabalhar o dia todo?

- Não – John respondeu – Eu trabalhava num bar, apenas quando eles precisavam de alguém. Dava para ganhar uns trocos. Mas só trabalhava à noite – contou – No resto do dia devo ter estado em casa e com o meu pessoal – acrescentou

- Muito bem – Lydia disse – E nesse dia viu o Robert?

- Não – o rapaz disse

- O dia 21 de novembro diz-lhe alguma coisa? – A inspetora perguntou de repente

- Assim de repente não estou a ver – John encolheu os ombros

- Muito bem – Lydia fez um apontamento no papel – E no dia do acidente da April e dos seus amigos, dia 18 de dezembro, onde esteve? – Questionou

- Nesse dia eu estive em casa de manhã, à tarde passei na prisão para visitar o meu irmão e depois o Matheus e o Tom telefonaram-me a dizer que tinham encontrado a April no nosso spot e que ela devia andar a tramar alguma – contou

- E por isso eles enfiaram-na dentro de um carro, inconsciente, e levaram-na até si – A inspetora concluiu

- Sim, é verdade. Mas não íamos fazer-lhe nada de mal. Era apenas para a assustar, para ela nos contar o que é que estava ali a fazer – John disse, tentando dar a volta à situação

- E o que é que a April pensava encontrar nesse vosso spot? Para terem agido como agiram coisa boa não era de certeza

- Aquilo era o nosso espaço. A April, o Robert e a Daisy fizeram com que o meu irmão fosse preso – John falou, agora num tom mais alterado

- O seu irmão está preso porque houve motivos para isso – Lydia referiu – Ele tinha um clube ilegal e estava envolvido com prostituição – acrescentou – A não ser que o John também esteja metido nisso e a April estivesse à procura de provas – Lydia disse, esperando por uma reação – Ou então o John matou o Robert e a April estava à procura de provas já que estava farta de ser ameaçada! – Lydia acrescentou, provocando John cada vez mais – Qual destas opções é a correta? Ou será que são as duas?

- Já pensou que pode não ser nenhuma dessas? – John perguntou – Já pensou que a April e a amiguinha dela podem estar a mentir? Já pensou que a April pode ter sido a culpada por esse acidente?

- Já lhe disse que sou eu quem faz as perguntas, John! – Lydia falou mais alto – Porque é que teima em acusar a April do acidente?

- Eu teimo em acusá-la e a inspetora teima em defendê-la! – John ripostou

- Basta saber qual de nós os dois está certo, não é verdade? – Lydia perguntou – Enfim, este interrogatório não nos irá trazer nenhuma novidade por isso acho que ficamos por aqui – A inspetora levantou-se, deixando John a olhar para ela

- Como assim? Quer dizer que eu estive aqui a tarde inteira e só para isto? – John perguntou, irritado – Eu tinha coisas para fazer

- Calculo que sim! – Desta vez foi Lydia quem usou um tom mais irritado. Começava a ficar farta da atitude dele – E calculo que todas as outras pessoas que aqui estão também tinham outras coisas para fazer. Mas eu tenho dois casos para resolver e de hoje não vai passar. Além disso, acredite que a nossa conversa foi bastante esclarecedora – acrescentou, encarando-o

- Acha mesmo que vai conseguir resolver o caso hoje? Caso não se lembre, do assassinato do Robert não há testemunhas e a April não se lembra do que fez aos meus amigos. Não estou a ver como é que vai resolver os casos, inspetora! – John ripostou, provocando a mulher à sua frente

- Quem é que lhe disse que não há testemunhas? Esteve lá nesse dia? – Lydia perguntou, notando um certo nervosismo vindo dele

- Já lhe disse que não tenho nada a ver com isso – ele apenas disse

- Em breve saberemos quem tem ou não alguma coisa a ver com isso – Lydia disse – Agora se não se importa, preciso que saia para eu poder prosseguir – E voltou a sentar-se, esperando que o rapaz saísse da sala.

Depois de John, Lydia falou com os pais de Daisy e Robert. Falaram sobre Julian ser o pai biológico de Robert, sobre onde estiveram nos dias dos dois crimes e sobre o que sabiam sobre a relação entre os filhos e os irmãos Stewart e os amigos. Foi um interrogatório rápido, apenas para confirmar alguns pormenores. O último a ser interrogado foi Clark que foi confirmar tudo o que já tinha contado e falar sobre o estado de April. Lydia já tinha falado com Adrian Stewart. O rapaz esteve calado a maior parte do tempo garantindo apenas que o irmão não tinha feito nada e que se tivesse feito alguma coisa teria sido bem-feita para Daisy e April.

Quando terminou, Lydia fez apenas uma pausa para beber um copo de água. Estava prestes a resolver de uma vez por todas toda aquela situação e esperava que nessa tarde os crimes ficassem resolvidos. Pelo menos um deles. Pediu a todos os interrogados que entrassem na sala. Todos se sentaram à volta da mesa e aguardaram que a inspetora dissesse alguma coisa.

- Vou passar as formalidades à frente porque sabemos bem qual o motivo de estarmos aqui todos – Lydia começou, fazendo todas as atenções recaírem sobre si – Em novembro do ano passado houve um assassinato que, até hoje, ainda não foi resolvido – a inspetora foi direta ao assunto – No entanto, e apesar de não haver provas concretas, há duas pessoas a acusar uma outra. John – Foi o primeiro nome a ser chamado – O seu irmão está preso. Quer contar-nos o motivo?

- Na boa – John disse, passando o olhar de Lydia para April e depois para Daisy – Aquelas duas meninas, que se armam em inocentes, fizeram com que ele acabasse na prisão – o rapaz disse

- E achas que ele não merecia, é? – Foi Daisy quem falou fazendo John ficar surpreso por ela estar tão corajosa

- Daisy… - Lydia chamou – John, o seu irmão está preso e há um motivo válido para isso. Com ou sem o depoimento delas e do Robert ele estaria preso na mesma. – Lydia apenas disse – Mas prosseguindo… Ver um irmão ser preso não é uma coisa com que se lide bem, calculo. Algum tempo depois, o Robert Miller foi assassinado. Onde é que esteve na noite do crime? - Lydia voltou a fazer a mesma pergunta que já tinha feito outras vezes.

- Já lhe disse que estive a trabalhar! – John repetiu a mesma resposta

- Sim, é verdade que já me tinha dito – Lydia concordou com ele – O que é estranho é que, quando lhe perguntei o que fez no dia 21 de novembro, o John disse-me que não sabia. – A inspetora disse aquelas palavras e, pela primeira vez desde que ali estava, John deixou transparecer algum nervosismo – É estranho que sem eu lhe ter dito uma data, o John soube logo onde estava no dia de um assassinato mas quando lhe perguntei uma data concreta não se lembra. Sabe dizer-me o dia certo em que morreu o Robert Miller? Já que sabe o que estava a fazer – Esta última frase serviu apenas para provocar – Já vi que não tem resposta, Sr. Stewart! O Robert Miller foi assassinado no dia 21 de novembro do ano passado. Portanto, volto a perguntar-lhe, onde esteve no dia em que ele foi espancado até à morte? – A inspetora encarou John, tal como todos os outros estavam a fazer

 - Já lhe disse que estive a trabalhar, inspetora! – John estava a começar a exaltar-se

- Mas ainda há bocado me disse que não sabia onde esteve no dia 21 e de repente lembra-se? – Lydia não iria descansar sem uma confissão, mesmo que demorasse mais do que gostava – Então?

- Eu não sabia o dia ao certo mas sabia que tinha estado a trabalhar! – Ele acabou por dizer

- Vejamos, a notícia da morte não foi pública por escolha da família. O John sabia exatamente o que fez naquele dia mas não sabia qual era o dia. No entanto sabia que ele tinha sido assassinado. Como é que tinha tanta certeza? É porque sabia o que se tinha passado. E até ao momento, além dos paramédicos, da April, do Julian e da família, mas ninguém sabia o dia – Lydia constatou – Não lhe parece estranho você saber isso? Tem a certeza de que não esteve lá?

............

Boa noite! Antes de mais, mil desculpas por não ter publicado o capítulo na semana passada! Desde a sexta feira passada que tenho tido mil coisas para fazer e quando dei por mim lá se tinha passado o sábado e o domingo. Durante a semana foi o mesmo. E hoje, que tinha tudo pronto para publicar de manhã, o que é que acontece? Acordei doente! Mas queria mesmo publica este capítulo e por isso aqui está ele! Espero que gostem :) O que estão a achar do rumo dos interrogatórios? Acham que o John vai ceder muito mais tempo? Será que foi mesmo ele? Deixem as vossas opiniões, em breve haverá mais revelações! Espero que estejam a gostar :) Fiquem bem e até ao próximo capítulo!

 

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