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You And I

29
Out17

"Amnesia" - Capítulo 27


JustAnOrdinaryGirl

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April tinha finalmente voltado ao seu estado normal. Depois de ter contado tudo a Lydia, e de Clark ter garantido que a jovem estava em condições de prosseguir, Lydia mandou entrar todos aqueles que iam ser ouvidos. A inspetora estava à cabeça da mesa, com papéis à sua frente e a câmara de vídeo estava pronta a ser utilizada. Lydia mandou sentá-los a todos para definir a ordem de trabalhos daquela que seria uma longa e, esperava ela, decisiva tarde.

- Muito bem – Lydia começou assim que todos ocuparam um lugar – Eu vou chamar uma pessoa de cada vez. Vocês serão interrogados e quando acabarem as perguntas vão esperar lá fora. No final serão todos chamados e espero que nesse momento já haja um veredicto. – A inspetora informou-os do procedimento – A ordem de interrogatório será totalmente aleatória. Aviso-vos já que hoje pretendo resolver os dois casos nem que tenhamos de passar aqui a noite – avisou

- Então mas um não está já resolvido? – John interveio fazendo com que todos o olhassem um pouco confusos – Então não se sabe já que a April esteve na garagem naquela noite? Foi isso que o Matheus e o Thomas me disseram antes de morrerem. – Continuou, encarando April e depois olhando para Lydia

- No entanto não há provas, Sr. Stewart – Lydia disse de imediato – Primeiro, e infelizmente, os seus amigos faleceram e não estão aqui para contar os factos e segundo, a menina Evans sofreu de perda de memória – Tinham combinado que não iriam revelar que a jovem se tinha recordado para que os restantes suspeitos começassem por contar as suas versões e assim tentar perceber quem estava a mentir. Mais tarde, depois de todos ouvidos, April contaria a sua versão e Lydia esperava que alguém se manifestasse perante as revelações. Ainda havia muitas perguntas a fazer. – Portanto, vou começar por interrogar o Dr. Clark uma vez que a pessoa menos envolvida neste caso – informou-os – Os restantes vão aguardar numa outra sala até serem chamados – acrescentou.

Clark permaneceu sentado e viu sair April, Daisy, John e até mesmo Julian, daquela sala. Estava na hora de desvendar o mistério. A inspetora sentou-se à frente do médico e ligou a câmara de vídeo. Olhou para os papéis à sua frente e preparou-se para começar.

- Doutor Clark, as perguntas para si são simples porque, como já lhe disse, o Doutor é o menos envolvido nesta situação – Lydia repetiu. – Gostaria apenas que me explicasse o que aconteceu desde que a April deu entrada naquele hospital. – Pediu

- Ela entrou no hospital em estado muito grave – Clark começou, recordado todo aquela noite nas urgências - Informaram-nos que ela tinha sido vítima de um acidente grave e que tinham morrido duas pessoas no local. Disseram que quando chegaram ela já estava inconsciente e assim permaneceu. Ela apresentava diversos ferimentos. Reunimos uma equipa e ela foi levada para a sala de operações, onde passou o resto da noite. Depois acabou por ficar em coma – Clark contou

- E em relação ao John, quando é que ele apareceu? – Lydia perguntou

- A April não teve visitas durante a primeira semana e um dia o John apareceu, dizendo que era familiar dela – Clark explicou – Ele nunca deu grandes pormenores mas mostrou-se realmente interessado nela, no estado dela – acrescentou – O John mostrou realmente preocupação e depois avisou que ia passando para saber novidades. Nunca deu sinais de que fosse algo além de simples preocupação.

- E quando é que percebeu que ele poderia não ser quem dizia?

- Quando a April acordou nós percebemos que ela estava com amnésia. O John apareceu nesse dia para a visitar e ela não o reconheceu – Clark explicou

- Mas ela estava com amnésia, isso é normal – Lydia constatou

- Sim, era normal na situação dela – Clark concordou – Mas mesmo assim ela ficou apreensiva, principalmente depois da maneira como ele lhe revelou que ela não tinha ninguém, que a tinham abandonado. Ela pediu-me que não o deixasse voltar a visitá-la mas ele insistiu com uma enfermeira e conseguiu entrar. Depois a April acabou por se recordar dele. – Clark contou tudo o que tinha acontecido

- Muito bem – Lydia leu os seus papéis, talvez à procura da pergunta seguinte – O Doutor acabou por acolher a April em sua casa. Preciso de lhe perguntar se a vossa relação começou apenas no hospital ou se já se conheciam antes? – Depois de fazer a pergunta Lydia viu Clark erguer uma sobrancelha

- Inspetora Lydia, eu conheci a April naquela noite, no hospital – Ele disse – Eu ofereci-lhe casa porque, além de eu ter um quarto que precisava de alugar, a April precisava de um sítio para ficar, preferencialmente com alguém por perto, e porque ela pediu para fazerem tudo para que ela não ficasse ao encargo do John – acrescentou e Lydia acenou – Mas a nossa relação de médico/paciente acabou por evoluir para uma amizade – acrescentou, ocultando os pormenores mais românticos de que Lydia certamente desconfiava – E foi devido a essa amizade que o John me espancou naquela noite – relembrou

- Infelizmente não temos provas de que tenha sido realmente o John – Lydia disse, notando-se na sua expressão que lamentava esse facto

- Eu vi o John nessa noite – Clark afirmou – Eu sei que foi ele – disse estas palavras com toda a convicção possível

- Eventualmente vamos acabar por conseguir mais informações em relação a esse caso – Lydia garantiu – No entanto vamos ter de resolver dois outros crimes antes disso

- Sim, concordo plenamente consigo, inspetora – Clark disse

- Bem, de momento não tenho mais perguntas para lhe fazer mas preciso que permaneça aqui na esquadra, juntamente com os outros “arguidos” – pediu, dando por encerrado o primeiro interrogatório. A tarde ainda estava apenas a começar. Clark levantou-se e começou a dirigir-se para a porta mas parou antes de a abrir

- É verdade, inspetora – falou e Lydia levantou os olhos dos papéis – Em relação e àquilo que tínhamos falado se seria possível aceder aos papéis do Robert… - Clark recordou a conversa que tinham tido

- Sim, eu procurei esses papéis – Lydia afirmou – O Clark tinha razão para desconfiar de alguma coisa – confessou – Mas porque é que começou a ter essas desconfianças?

- Eu disse-lhe, inspetora. Eu li umas coisas no diário da April e depois a Daisy falou-me da antiga relação da família dela e do Julian. Foi apenas uma desconfiança – Clark relembrou-a

- A sua perspicácia foi bastante útil, doutor – Lydia sorriu quase impercetivelmente – Se não fosse médico poderia ter pensado numa carreira como detetive

- Isso quer dizer que eu tinha razão, não é? – Clark perguntou, mesmo tendo a certeza da resposta, mas Lydia não respondeu. Clark saiu. Estava na hora de mais um interrogatório ser iniciado.

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Boa tarde! Espero que tenham gostado deste novo capítulo que nos traz o início dos interrogatórios, começando pelo Clark. Realmente ele é o que tem menos a ver com os crimes mas nos próximos capítulos começam a aparecer as primeiras revelações. Desconfiam de qual fosse a desconfiança do Clark? Deixem aqui nos comentários as vossas teorias e opiniões :) Obrigada por acompanharem esta história, é mesmo muito importante e bom saber que vocês estão a gostar! Este ficou um pouco mais pequeno mas foi apenas para não misturar os interrogatórios a todas as personagens e acabar por ficar enorme e confuso. Mesmo assim espero que tenham gostado :) Fiquem bem e até ao próximo capítulo!

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