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You And I

12
Set20

You And I - Capítulo 65


JustAnOrdinaryGirl

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- Achas que consegues fazer alguma coisa com isso? - Tim perguntou à mãe depois de ela dar uma vista de olhos pelos documentos que ele e Alycia lhe tinham entregue

- Creio que sim - Meredith afirmou, esperançosa - Há aqui nomes, moradas... Disseram que os avós da Laura morreram num acidente, certo? - perguntou. Queria garantir que pesquisava nos arquivos certos - E fotografias, há alguma? - perguntou. Apenas alguns minutos depois, Laura já tinha enviado as fotografias de família a Alycia, que estava agora a enviar para Meredith. 

- Obrigada por fazer isto, Meredith - Alycia agradeceu

- Não têm de me agradecer, tenho todo o gosto em ajudar a Laura - A mais velha disse - Eu e o Anthony partimos por volta das seis. A essa hora penso já ter alguma coisa. Mas de qualquer maneira, vou pedir ajuda a um colega que trabalha na polícia. Para eles é mais fácil encontrar alguém através das fotos e mesmo por causa do acidente - ela disse - E se for preciso tento entrar em contacto com alguém na Irlanda. Acredito que ao unirmos esforços vai ser mais fácil encontrar alguma coisa - concluiu. Pouco depois saiu de casa para ir trabalhar, garantindo que tanto ela como Anthony ainda iam ter com eles para se despedirem. 

- Vais ficar por aqui? - Tim perguntou quando ficou sozinho com Alycia

- Sim, vou aproveitar a tarde para estudar, tenho teste para a semana e não tenho estudado nada desde que começámos esta "investigação" - ela disse - Podes ficar cá se não tens nada para fazer - sugeriu

- Vou ter treino - Tim disse

- Quem me dera... - ela disse, tristonha, referindo-se à claque

- Venho cá ter para nos despedirmos dos nossos pais.... Mas antes tenho de ir resolver um assunto... - Tim disse, não dando qualquer tipo de pormenor. Fosse o que fosse, Alycia só esperava que ele não se metesse em qualquer tipo de problema. 

***** ***** ***** ***** *****

Laura e Alex estavam agora parados em frente do hotel que aparecia nos registos escolares de Theresa. Era ali que Bryan e Candace, os seus avós, tinham trabalhado antes do acidente. Não sabiam se o gerente era o mesmo ou se iam encontrar algum colega de tranalho. Afinal, tinham passado pelos menos 17 anos, já que ela nunca tinha conhecido os avós. 

- Entramos? - Alex perguntou, virando-se de lado no banco do carro para olhar para ela - Se não estiveres preparada, podemos voltar depois, Laura... - Alex sugeriu. A namorada estava apática desde que tinham saído da escola. Não dissera uma única palavra até terem chegado ali.

- Não... temos de fazer isto agora - Laura disse, decidida - Se não entrar agora acho que perco a coragem. E estamos a ficar sem tempo. Se não resolvermos isto, para a semana vou estar num colégio interno, longe de vocês. Longe de ti... - disse, triste só com a ideia de ter de se afastar. Alex puxou-a para sim e deu-lhe um suave beijo nos lábios.

- Então vamos entrar e resolver este assunto de uma vez - Alex disse, desta vez a ser ele o determinado

- Não sei o que perguntar... - Laura admitiu

- Vamos saber quando lá estivermos - garantiu. Deu-lhe mais um beijo e depois saíram do carro. Não perderam tempo antes de entrarem no hotel. O átrio era grande, típico de um hotel de 5 estrelas naquela zona da cidade. Àquela hora não havia ninguém na receção, por isso chamaram logo à atenção da rececionista, uma rapariga na casa dos 25 anos que lhes soriu de imediato. 

- Muito boa tarde e bem-vindos! - Começou, bastante simpática - Posso ajudar-vos? 

- Boa tarde - Foi Alex quem começou a conversa, Laura estava demasiado nervosa - Seria possível falar com o gerente ou co algum responsável? - perguntou, tentando evitar os nervos que também sentia

- Posso ver se ele está disponível no momento... Mas há algum problema com o atendimento ou com a vossa estadia? - ela perguntou, preocupada. Normalmente o gerente só era solicitado para resolver problemas. 

- Não, não há nenhum problema... - Laura disse, deixando a rapariga mais descansada - É só que... Os meus avós trabalharam aqui há alguns anos e eu gostava de fazer algumas perguntas sobre eles... - A jovem começou, tentando evitar lágrimas. Os nervos estavam à flor da pele e, quando se sentia assim, dava-lhe para chorar - Eles... Eles tiveram um acidente, há uns anos, e infelizmente não sobreviveram. Só gostava de saber algumas coisas sobre eles... - Não estava a dizer aquilo para que a rececionista tivesse pena dela. Mas talvez fosse a maneira mais simples de a convencer. E de convencer o gerente a vir falar com eles. 

- Eu vou já chamá-lo, aguardem aqui um pouco, por favor... - Ela pediu, claramente abalada com aquele pedido. Minutos depois, voltou acompanhada de um homem mais velho, com uns 60 anos talvez. 

- Boa tarde... O meu nome é George Harrisson, sou o gerente deste hotel - O homem cumprimentou-os - Disseram-me que queriam falar comigo...

- Boa tarde... Sim, queremos... - Laura começou. Não sabia bem o que dizer, por isso deciciu deixar fluir a conversa - O meu nome é Laura Collins, este é o Alex... Os meus avós trabalharam aqui há uns anos... - ela disse, sendo logo interrompida. 

- A Sophie disse-me qual era o assunto, Miss Collins - George disse, referindo-se à rececionista que os tinha recebido - Vamos para um local mais tranquilo - Pediu que o seguissem até ao seu gabinete, passando antes pela receção e pedindo a Sophie que não deixasse ninguém interrompê-los. Sentaram-se à secretária e deixaram que fosse ele a começar - Então, Laura... Se me permite que a trate assim... - ela assentiu - Diz que é neta da Candice e do Bryan... - Os dois jovens notaram uma certa emoção quando pronunciou o nome dos avós dela

- Sim... - Laura disse, tímida - Eles são os meus avós maternos, mas... infelizmente nunca os conheci... - ela revelou, sentindo compaixão no olhar de George

- Então tu és filha da Louise? Não sabia que ela tinha uma filha e que estavam por cá... Sempre achei que tivessem ficado pela Irlanda... - ele comentou, claramente confuso e deixando-os também a eles confusos

- Não, a Louise é a minha tia... eu sou filha da Theresa... - ela revelou e, assim que o fez, o choque que provocou no homem foi evidente.

- Mas... Que idade tem, Laura? - ele perguntou, sentando-se ainda mais direito na sua cadeira

- Tenho 17 anos... - ela disse. Depois olhou para Alex, também ele confuso - Está tudo bem, George? - perguntou, preocupada

- Quando se deu o acidente... A Theresa tinha um rapaz de um ano... 

- Sim, o meu irmão, o Leo... - ela confirmou - Ele tem 18 anos, tinha pouco mais de um ano quando eles tiveram o acidente... - a confusão era cada vez maior para todos eles

- Mas isso... Como é que é possível? - George perguntou. Os dois jovens repararam como ele estava a ficar cada vez mais confuso com o rumo daquela conversa - Os teus avós... A Candice e o Bryan trabalhavam comigo aqui, mas além disso, éramos quase como família. E eu lembro-me tão bem o quanto eles ficaram devastados quando souberam do acidente... - ele contou e agora foi a vez de Laura ficar confusa com aquelas palavras. Olhou para Alex que, com o pouco que sabia de tudo aquilo, estava tão confuso como ela. 

- Mas... afinal, de que acidente é que está a falar? - Laura perguntou. Talvez a pergunta nem fizesse sentido, mas foi a única que conseguiu fazer naquele momento. 

- Do acidente de carro, aquele em que a filha da Candice e do Bryan e o netinho deles infelizmente faleceram...  - ele disse. Aquilo não fazia sentido. Quantos acidentes tinham acontecido? E com quem? Que raio de história era esta do acidente em que, pelos vistos Theresa e Leo estiveram presentes? - Isso quer dizer que a Theresa estava grávida quando teve o acidente? - ele perguntou, sem esperar resposta. Parece que estava apenas a pensar alto - Conseguiram salvar-te... - murmurou, um sorriso triste no rosto - Deve ter sido muito duro viveres sem a tua mãe... - ele disse a Laura, fazendo-a arquear uma sobrancelha. Alguma coisa naquela conversa não estava a bater bem

- Eu vivo com a minha mãe, George - Laura esclareceu - A Theresa é a minha mãe e o Leo é o meu irmão... Eu sempre estive com eles... - ela acrescentou, vendo a incredulidade no rosto de George

- Mas... A Candice e o Bryan voltaram para a Irlanda depois do acidente porque não aguentaram a perda da filha e do neto... E tenho a certeza de ter sido a Theresa e o filho dela... 

- Há alguma coisa nesta história... Os meus avós voltaram para a Irlanda, sim... E a minha mãe ficou cá, com o meu pai... Eles voltaram cá antes do acidente? - ela perguntou. Tinha de perceber onde estava a confusão

- Não, eles foram para lá logo após o acidente e nunca mais voltaram à América... - ele disse

- Então houve um acidente antes de os meus avós terem tido o acidente deles? Cá? Porque o acidente dos meus avós foi na Irlanda - ela comentou, tentando fazer o maior sentido possível

- Acidente?! - George perguntou, endireitando-se na cadeira onde estava sentado, tentando também ele perceber - A Candice e o Bryan também tiveram um acidente? Mas quando? E eles estão bem? - A preocupação do gerente do hotel era mais do que evidente. E claramente estava também ele perdido em toda aquela história

- Sim, o acidente... - fez uma pausa. Se ele não sabia que os avós tinham morrido, então seria um choque - O acidente foi há quase 18 anos, aqui perto e eles... Eles faleceram, George - ela disse, ficando depois em silêncio, à espera de uma reação. 

- Isso é impossível! - ele disse, convicto, enquanto abanava a cabeça. Alex e Laura olharam um para o outro e depois novamente para o homem. Toda aquela conversa estava a ser surreal e não tendia a melhorar - Minha querida... Há aqui alguma coisa que não está a bater certo... Ainda ontem falei com eles ao telefone... eles estão vivos! - Ao ouvir estas palavras, Laura ficou sem reação. De repente, foi como se o chão tivesse desaparecido. Sentia a mão de Alex no seu braço, ouvia o seu nome, mas não conseguia reagir. Deu conta de Sophia entrar na sala momentos depois e de dar um copo de água com açúcar a Alex, que continuava a tentar chamá-la à realidade. A frase "eles estão vivos" continuava a ecoar na sua cabeça, repetidamente. Aquilo não fazia sentido nenhum. Desde que se lembrava, sempre lhe tinham dito que os avós maternos tinham morrido num acidente de carro na Irlanda, pouco antes de ela nascer. Sempre lhe haviam dito que a mãe não tinha qualquer família além dos filhos, do marido e dos familiares de Edward. Como é que, de repente, tinha à sua frente alguém que dizia ter falado com Candice e Bryan no dia anterior? Para não falar de que George dera a entender mais que uma vez que eram Theresa e o filho que tinham morrido? E quantos acidentes tinham, afinal, acontecido? Nada fazia sentido. 

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Bom dia! Hoje trago o capítulo logo de manhã, tal como costumava fazer com outras histórias. Este foi um dos capítulos que mais gostei de escrever. Espero que gostem de o ler. O segredo começa a ser desvendado, deixando Laura ainda mais confusa. E ainda é só o início do segredo. Estavam à espera de algo assim? Deixem as vossas opiniões e obrigada a quem tem acompanhado :) Fiquem bem e até ao próximo capítulo!