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You And I

03
Jul15

"Unconditionally" - Capítulo 15


JustAnOrdinaryGirl

Depois de Rya sair, Bella apressou-se a ir para a cozinha, tentando assim evitar qualquer tipo de comentário vindo da irmão ou da amiga. Mas isso foi impossível, já que ambas a seguiram até àquela divisão e limitaram-se a ficar caladas com os olhos postos nela.

 

Bella: O que foi? Para quê esse silêncio e esses olhares fixos em mim? Aconteceu alguma coisa?

Chloe: Isso gostávamos nís de saber, maninha! Que momento fofinho foi aquele com o Ryan?

Bella: Não houve nenhum momento fofinho, Chloe! O David bateu no Ryan e eu estava apenas a fazer-lhe um curativo.

Sarah: Realmente dizem que um abraço cura muita coisa, mas...

Bella: Tu também, Sarah? Estou a ver que a minha irmã anda a influenciar-te! Meninas, não se passa nada entre mim e o Ryan, somo apenas amigos e temos sido o apoio um do outro nos últimos tempos.

Chloe: Claro! Daqui a uns tempos falamos.

Bella: Mudando de assunto, Chloe, chegaste a ter alguma conversa com o David ou com o Peter?

Chloe: Ainda não, mas eles não me escapam! Só ainda não tive muito tempo, tenho andado ocupada...

Bella: Ocupada?

Sarah: Eu acho que a tua irmã tem algum novo interesse amoroso!

Bella: Muito bem! E quem é ele?

Chloe: É cedo para falar, conhecemo-nos há pouco tempo mas temos falado imenso e ele parece-me uma ótima pessoa.

Bella: Fico contente por ti. Mereces alguém que te faça feliz!

Sarah: E por falar em coisas boas, tenho uma coisa para vos contar. Sobre os meus pais e o Ryan e toda aquela história! Eu tive um encontro com a minha tia, aquela que me enviou a carta e que me deu a casa e assim. Tudo o que dizia na carta era verdade. Eu nasci, a minha mãe teve uma depressão pós parto e não conseguia lidar comigo, o sonho do meu pai era ter um menino. Portanto fui deixada na instituição com a desculpa de que tinha morrido. Depois inventaram que tinham ficado muito tristes com a minha morte e foram embora. A minha mãe engravidou outra vez, um mês depois.

Chloe: Então, o Ryan é teu irmão biológico?

Sarah: Sim. Parece que com o nascimento dele a minha mãe melhorou, o meu pai ficou feliz em ter um menino e a minha história foi esquecida!

Bella: E como é que a tua tia descobriu a verdade?

Sarah: 3 ou 4 anos depois de os meus pais voltarem, a minha tia também voltou para cá. Antes estava a trabalhar em Angola, como professora. A minha tia começou a ir lá a casa, para estar com o sobrinho e com a minha mãe e acabou por descobrir um diário onde estava toda a verdade. Só não estava lá o nome da instituição onde eu estava. A minha mãe, como não podia contar aquilo a ninguém, começou a escrever aquele diário. Foi assim que a minha tia começou à minha procura, sem nunca ter dito nada aos meus pais. Fingiu que tinha mais uma viagem para fazer e nunca mais lhes dirigiu palavra.

Bella: O Ryan já sabe?

Sarah: Não. Vou pedir-lhe que passe lá em casa para lhe contar tudo.

Chloe: E em relação aos teus pais?

Sarah: Se o Ryan não se importar, vou confrontá-los com a verdade. Não quero nada deles além de lhes dizer na cara que sei tudo o que fizeram. Como é que eles foram capazes de me fazer isto?

Bella: Há pessoas que nunca deviam ser pais, amiga. Eu sei que eles sempre trataram bem o Ryan, mas o que fizeram contigo foi horrível. Lamento imenso que tenhas passado por tudo isso.

Sarah: Obrigada pelo vosso apoio. No meio disto tudo, só tenho pena do Ryan. Eu sei que ele não tem culpa de nada, nunca o irei julgar por ter tido a vida que eu também deveria ter tido... Mas ter uns pais assim... Ele merecia muito mais... E tenho tanto medo de o ver sofrer quando lhe contar tudo... Os pais são tudo para ele, ele sempre disse que os adora.

Bella: Mas agora tem-te a ti, Sarah. Ele vai ficar bem! Pode custar, mas ele fica bem e sei que nunca se vai chatear contigo...

 

Chloe puxou Sarah para si, apertando-a num forte abraço. Nesse momento, a loira soltou todas as lágrimas que há muito andava a tentar conter.

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Nessa noite, Peter preparava-se para ir dormir quando sentou alguma coisa bater na janela do seu quarto. Desviou as cortinas e espreitou lá para fora, vendo um vulto junto à árvore. Não conseguia perceber quem era, por isso, voltou a fechar as cortinas. Mas quem quer que fosse voltou a atirar alguma coisa contra a janela. Deciciu pegar na lanterna e aproximar-se da janela, apontando para a árvore onde se escondia o vulto.

 

Peter: David?!

David: Achas que podes descer para falarmos? É importante!

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Boa tarde! Como estão? Eu sei que era suposto ter publicado no sábado, mas tive compromissos e nem sequer me lembrei de deixar o post programado. Depois, ao longo da semana, acabei sempre por me esquecer de vir cá. Mas aqui está ele. E amanhã podem contar com outro que já é dos últimos. Entretanto, já comecei a escrever a próxima história que será melhor que esta. E espero que seja do vosso agrado e que depois venham cá ler. Mas até lá, vamos esperar pelo final desta, que está próximo :) Fiquem bem e até amanhã!