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You And I

08
Fev14

"Our Love" - Capítulo 4


JustAnOrdinaryGirl

Eram duas da tarde quando Rachel entrou na escola. Ficou feliz por ainda não estar atrasada. Ainda tinha meia hora antes da aula de apoio começar. Mas o que iria fazer em meia hora? Era sexta-feira à tarde e ninguém tinha aulas a uma sexta-feira à tarde. Com excepção dela, claro. Pensou que podia ir até à sala e ver se o professor já lá estava. Quando chegou à porta, sem saber muito bem porquê, sentiu um certo nervosismo. Talvez porque estava muito adiantada. Não sabia se havia ou não de bater à porta. Decidiu apenas espreitar para ver se havia alguém lá dentro. Mas nem sinal do professor. Óbvio, faltava meia hora, ainda nem devia estar na escola. Deu meia volta, e depois disso deu um grito com o susto que apanhou. O professor estava atrás dela.

 

Daniel: Desculpa, Rachel. Não foi minha intenção assustar-te. Mas vi-te aí a espreitar para dentro da sala e fiquei a…observar. Desculpa.

Rachel: Tudo bem. Ninguém me manda ser intrometida.

Daniel: Mas o que fazes aqui tão cedo? Ainda falta para a aula!

Rachel: Sim, eu sei. Mas não me queria atrasar e vim de autocarro para cá. Pelos vistos cheguei cedo de mais.

Daniel: Então, podíamos começar já, que tal? Não me esqueci do que me disseste de manhã quando te estavas a baldar à minha aula.

Rachel: Se o deixa mais feliz, não foi só à sua. Mas bom, eu disse que o compensava, portanto acho que podemos começar já.

Daniel: Está tudo bem com a tua amiga, Rachel?

Rachel: Sim, está tudo bem! E quanto à justificação da minha falta, posso pedir à minha mãe que assine uma?

Daniel: Não te preocupes com isso. Eu não te marquei falta. E a Ashley também não teve falta.

Rachel: Obrigada, professor. Mas…porquê?

Daniel: Deste-me uma justificação, não inventaste a típica desculpa do “não me estou a sentir bem” e percebi que realmente se passava alguma coisa com a tua amiga. Mostraste ser uma ótima amiga e não faltaste à tua “promessa” de me compensar na aula de apoio.

Rachel: Obrigada, a sério.

 

Durante uns segundos ambos prenderam o olhar um no outro e Rachel sentiu um arrepio pela espinha.

 

Daniel: Vamos começar com a nossa aula?

Rachel: Claro que sim. É pra isso que cá estamos.

 

Entraram na sala, Rachel sentou-se numa mesa e Daniel dirigiu-se ao quadro.

 

Daniel: Resolveste as fichas?

Rachel: Sim, mas tive algumas dificuldades com algumas questões.

Daniel: Então vamos lá resolver essas dúvidas.

 

Daniel pensou em pegar nas folhas e passar os exercícios para o quadro. Mas depois decidiu pegar numa cadeira e sentar-se junto de Rachel. Estar ali assim, junto de Rachel, fazia com que se lembrasse do tempo em que estava na faculdade, a estudar com os amigos. Tinham apenas passado uns meses mas já tinha saudades desses momentos. Estar ali com Rachel fazia com que as saudades abrandassem. A diferença é que Rachel é sua aluna, não uma das suas colegas de curso. Com elas as coisas eram mais simples, com Rachel tinha de ter cuidado: ela é uma das suas alunas. Estava tão absorto nos seus pensamentos que só voltou à realidade quando Rachel o chamou.

 

Rachel: Passa-se alguma coisa, professor?! 

Daniel: Ahh…Não, não se passa nada.Por hoje terminámos. Leva mais estes exercícios. Estás num bom caminho. Para a semana continuamos.

Rachel: Bom fim-de-semana.

Daniel: Ei, Rachel!

Rachel: Diga!

Daniel: Queres…Tens alguém que te venha buscar ou…

Rachel: Não se preocupe que desta vez ninguém se vai esquecer de mim…Acho eu…

Daniel: Certo. Bom fim-de-semana.

 

Mas pelos vistos, Rachel ainda continuava na escola, quase duas horas depois. Já tinha dado voltas à escola, tinha ido ao café, mas ninguém chegava. O pai tinha-lhe enviado uma mensagem a dizer que estava a acabar de resolver um assunto e que em cinco minutos estava lá. Mas já tinham passado cinco minutos…mais duas horas. E não tinha mais autocarros a não ser dali a duas horas…

 

Daniel: Então, Rachel? Pensava que ninguém se ia esquecer de ti desta vez (ri-se).

Rachel: Professor! Ninguém se esqueceu de mim. Desta vez só estão atrasados!

Daniel: Estou a ver que sim. Anda, eu dou-te uma boleia.

Rachel: Não é preciso, eu posso esperar. Obrigada na mesma!

Daniel: Rachel, não sejas teimosa e vem comigo. Não me custa nada. Não tens necessidade de estar aqui sozinha. A não ser que tenhas tido problemas por eu te ter ido pôr a casa da última vez. Posso deixar-te lá perto, não mesmo em casa.

Rachel: Não tive problemas, mas…

Daniel: Mas?

Rachel: Não quero que…tenho medo que as pessoas comecem a inventar.

Daniel: Tens medo que as pessoas achem que eu ando atrás de ti, é isso?

Rachel: É mais que pensem que eu ando atrás de si.

Daniel: Apenas te vou levar a casa. As pessoas que pensem o que quiserem. Ambos estamos de consciência tranquila, certo?

Rachel: Sim, mas imagine que estas boleias chegam aos ouvidos do diretor!

Daniel: Então, vamos fazer o seguinte. Antes de vires comigo, vamos fazer uma espécie de busca, para vermos se não anda ninguém nas redondezas que possa ir contar ao diretor. Por onde começamos?

Rachel: Ok, eu estou a ser um bocado parva e o professor está a gozar comigo. Boa!

Daniel: Não digo parva, mas sim, estava a gozar contigo. Vamos embora?

Rachel: Sim. Mas se não se importa, não me deixe mesmo em casa.

Daniel: Então tiveste problemas!

Rachel: Não tive, mas não acredito que a minha mãe tenha gostado da ideia.

Daniel: Não me digas que não acreditou que eu sou o teu professor!

Rachel: Já olhou bem para si, professor?

Daniel ficou a olhar para ela, com um sorriso meio envergonhado a querer aparecer e sem saber muito bem como responder.

Rachel: Eu…Não me interprete mal, por favor! Desculpe. O que eu quis dizer foi que o professor não deve ser muito mais velho que eu e não sei se a minha mãe ficou totalmente convencida…Não estou a dizer que não parece professor, mas…Esqueça, não digo mais nada!

Daniel: O que estás a querer dizer é que a tua mãe pensou que eu pudesse ser teu…namorado?

Rachel: Atenção que eu não dei a entender nada mas…ela nem sabia que eu tinha mudado de professor…só achou estranho vir-me trazer a casa, por ser professor…Esqueça, não vou mesmo dizer mais nada.

Daniel: Não te preocupes, está bem? Algum problema, eu falo com a tua mãe e digo-lhe que não tenho interesse nenhum na filha dela. Mas obrigada pelo elogio que me deste!

Rachel: Qual elogio?!

Daniel: Perguntaste-me se já tinha olhado bem para mim! Que eu saiba isso é uma maneira de dizer a uma pessoa que ela é bonita!

Rachel: Ok, isto não é nada estranho…E vou mesmo começar a ficar calada a partir de agora.

 

Mais uma vez, Daniel sorriu.

 

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E então leitores, que dizem deste novo capítulo? Gostaram ou nem por isso?

Não se esqueçam de deixar as vossas opiniões!

Encontramos-nos no próximo capítulo.

Fiquem bem!